sobre a água que dança na parede, sobre o sol que colore a sala, sobre o vermelho, o verde, o azul, cinza, preto, branco... desbotando, refletindo, transformando o real no abstrato e dançando na beira do abismo, em plena luz do dia, como se tudo fosse assim tão normal, como se as imagens que passam na frente dos olhos fossem somente imagens bonitas. como se o instante passasse desapercebido e assim permanecesse, intocado. sobre tornar vivo o pequeno e simples brilho do sol que penetra a sala no momento exato em que o vento faz a curva e deixa transparecer o impossível. sobre sentir o nada e viver o tudo, intensamente, assim como quem não consegue explicar o que não precisa ser explicado... jogo as palavras ao silêncio e da brisa da primavera recupero a satisfação de ser, estar, e só.
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