domingo, 6 de julho de 2014

sobre o sol na cidade cinza.

sobre a luz que reflete no vidro sujo da janela da frente, que bate no olho e faz a lágrima brilhar. sobre o mar de prédios e o céu azul. sobre o dia quente, o verão em pleno inverno, o carnaval fora de época e os passante passageiros que resolvem mudar tudo no meio do turbilhão. sobre chegar, ser bem recebida e por aqui resolver ficar. sobre amar-se, redescobrir-se e aceitar o novo. simples e (que) seja. são paulo, cidade de santos e pombas giras. cidade seca, alta, de gente pequena, de passos apressados, de muitas vozes, sotaques e cores. tem preto, branco, amarelo e azul. ruivos, olhos claros, negros, carecas, cabeludos. tem gritos de gol, buzinas e palavrões. tem sorriso, gentilezas duvidosas e um monte de gente tentando um monte de coisa meio perdida na multidão. da caixinha de fósforo eu vejo a imensidão e sinto a solidão na janela ao lado. casas pequenas, corações imensos e um mar de idéias. o tempo aqui passa rápido. e o silêncio do domingo é cortado pelo violão manso do vizinho de cima que de vez em quando toca umas notas para o céu.  







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