eram daqueles casais que precisam do mar pra sobreviver. como as ondas que vem e vão, iam os dois de lá pra cá atras de ondas, pôr do sol, amanhecer, chuva de verão e praia vazia... meio sem saber porquê. meio sem saber de onde. faziam planos para o amanhã e sonhavam em ser, crescer, fazer e viver livremente. queriam sentir o sol queimar a pele, os cabelos voarem com o vento e o peito estufado e satisfeito. mais um dia de praia, mais um banho de mar, parecia que ali agente não precisava ser nada, e nem saber de nada. ali eles podiam só estar e deixar a noite chegar, o sono bater e a realidade pra lá, pra bem longe. não queriam voltar, ninguém nunca quer. o mar não deixa. o mar permanece e as ondas não calam jamais.
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